Conselheiro financeiro é processado nos Estados Unidos por pirâmide
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) apresentou uma acusação grave contra um conselheiro financeiro, que está sendo investigado por liderar um esquema de pirâmide em Chicago. As autoridades afirmam que esse indivíduo fraudou uma série de clientes ao longo dos últimos anos, enganando-os com promessas de lucros rápidos e elevados.
O acusado, identificado como Paaris, operava uma empresa chamada Blackwater Assets em Illinois. Entre 2020 e 2025, ele conseguiu atrair diversas vítimas, que confiavam em suas promessas de retorno financeiro. Segundo documentos do tribunal, o esquema dele envolvia promessas falsas sobre como e onde os fundos seriam aplicados na suposta corretora.
No fundo, o que Paaris realmente pretendia era usar o dinheiro depositado pelos clientes para suas próprias despesas, em vez de investir como havia prometido. Esse tipo de manobra, em que o dinheiro de novos clientes é usado para pagar os mais antigos, é uma característica típica de esquemas de pirâmide, que muitas vezes ludibriam pessoas interessadas em oportunidades no mundo das criptomoedas e investimentos arriscados.
No caso em questão, o acusado também gerou relatórios falsos para tranquilizar os investidores, mostrando lucros que nunca existiram e exagerando o valor dos investimentos administrados. Essa prática enganosa foi uma forma de atrasar a descoberta do golpe e manter a operação funcionando.
Paaris, que tem 42 anos e vivia com a família em Illinois, se mudou recentemente para Charlotte, na Carolina do Norte. A acusação formal que enfrenta inclui quatro crimes de fraude eletrônica, cada um podendo resultar em até 20 anos de prisão. É importante notar que, ao longo dos anos, surgiram muitos consultores que prometem lucros rápidos por meio de pirâmides financeiras, mas esse caso é especialmente curioso, pois se deu no contexto do mercado financeiro tradicional.
Processo avança no tribunal do distrito de Chicago
Durante a audiência preliminar, o réu declarou não culpado. Uma nova sessão de acompanhamento está marcada para quarta-feira (15), onde serão definidos o cronograma das oitivas e as defesas que serão apresentadas.
O juiz Jorge Alonso, que está à frente do caso, vai avaliar as evidências que foram coletadas pelos investigadores. Isso inclui dados capturados durante as investigações e qualquer bloqueio de bens que tenha sido realizado. O procurador Andrew Boutros, que atua em defesa do governo, também foi responsável pela acusação contra Paaris, em uma busca por responsabilizá-lo por desvios financeiros.
O agente Douglas DePodesta, do FBI, liderou as equipes envolvidas e apresentou provas importantes para o processo. Ele faz parte da divisão de Chicago e ajudou a reforçar o caso contra o acusado, que tem o apoio do Departamento de Valores Mobiliários de Illinois. O procurador assistente Jared Hasten está representando a acusação, com o objetivo de garantir a máxima penalidade para o réu, caso a condenação se concretize.





